Porto projeta geração de empregos e renda

 Porto projeta geração de empregos e renda

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A  injeção de cerca de R$ 25,5 milhões na infraestrutura portuária de Imbituba pela iniciativa privada, somada à perspectiva de desenvolvimento regional com a geração de emprego e renda, está prevista no Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental do Terminal de Granéis Líquidos do Porto de Imbituba. 

O documento foi entregue pelos gestores da SCPar Porto de Imbituba, que protocolaram em Brasília a apresentação formal do estudo na sede da Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários. Esta é a etapa inicial para a licitação de arrendamento do Terminal de Granéis Líquidos do Porto de Imbituba, para que o empreendedor privado possa explorar a área pública dentro das regras da Lei dos Portos e demais normas. O documento agora será analisado pelo Ministério da Infraestrutura e todo o processo licitatório leva cerca de dois anos para ser concluído.

O processo buscará o arrendamento da área do terminal para a iniciativa privada, pelo período de 25 anos, para armazenagem e movimentação de mercadorias no local, com contrapartidas legais previstas em contrato de arrendamento, tais como investimentos e movimentação mínima exigida. A proposta do estudo é que o terminal continue movimentando soda cáustica.

A licitação da área e das instalações portuárias existentes no terminal deve estabilizar a gestão comercial para o futuro arrendatário, viabilizando contratos mais perenes, de médio e longo prazo, proporcionando operações estruturadas e retomando as projeções apontadas pelo Plano Mestre (2018), que em 2046 chegaria a uma movimentação anual prevista de 231 mil toneladas. 

Assim, considerando o desfecho positivo da licitação em 2022, estima-se uma taxa média de crescimento de 14,87% na movimentação da carga até 2029 e, a partir deste ano, que a movimentação retorne ao patamar projetado pelo Plano Mestre (2018), girando em torno de 170 mil toneladas/ano. Para isso, são previstas a execução de obras de substituição e complementação de capacidade do terminal.

 Estruturação do terminal

Após a licitação, está prevista a estruturação do terminal em três fases, até 2026. Entre os investimentos, propõe-se a construção de quatro novos tanques para ampliação da capacidade de armazenagem e a demolição e retirada de dois tanques existentes, que atualmente estão inoperantes. Essas melhorias ampliarão a possibilidade de armazenagem dos atuais 4,3 mil m³ (um tanque) para 12.699 m³ (cinco tanques). Com a estruturação completa, a capacidade de armazenagem dinâmica anual do TGL passará de 79.500t (atual) para 234.700t por ano (2026).

Fonte: Diário do Sul

Victor Hugo

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