Polícia vai abrir inquérito para investigar acidente que matou alpinista na Serra de SC

 Polícia vai abrir inquérito para investigar acidente que matou alpinista na Serra de SC

A Polícia Civil vai investigar o acidente que matou o alpinista Lucas de Zorzi, de 39 anos, no domingo (11). O esportista morreu depois que uma pedra deslizou do paredão e o atingiu no momento em que ele e um amigo faziam uma escalada no município de Urubici, na Serra de Santa Catarina.

Segundo o delegado Édipo Heilt, um inquérito será aberto na tarde desta terça-feira (13). Os socorristas que participaram do resgate e o amigo de Zorzi, que estava com a vítima no momento do acidente, serão ouvidos. 

“A gente, de praxe, conforme orientação da nossa Corregedoria, instaura um inquérito nos casos de morte violenta. [Para] tentar entender o que aconteceu e encaminhar para o Ministério Público, titular da ação penal, para fazer o arquivamento, provavelmente, porque não teve indício de crime”, afirmou o responsável pelo caso.

Experiente nos esportes radicais, Zorzi nasceu no Rio Grande do Sul, mas morava em Santa Catarina desde a infância. Ele foi até o local com Diego Braga, de 31 anos, para fazer um salto de wingsuit, no qual Zorzi era especialista. O esporte que permite voos de alta performance por meio de macacão com asas. O amigo da vítima sofreu hematomas leves. 

Polícia usou equipamento dos alpinistas no resgate

Perto das 10h de domingo, logo após a pedra deslizar, Zorzi foi atingido na cabeça e ficou inconsciente. Um pouco acima de Zorzi, no paredão, estava Diego, que chamou por ajuda.

O helicóptero Águia, do Batalhão de Aviação da PM, foi utilizado para prestar atendimento no local. Segundo o capitão Jacques Martins, que pilotava a aeronave, o resgate durou seis horas e usou o próprio equipamento dos esportistas para içá-los.

“Por sorte, havia sinal de celular. Eles pediram ajuda pelo celular. O alpinista que estava consciente mandou a localização para encontrá-los no paredão”, relatou Martins.

Segundo o comandante, os policiais usam uma técnica de rapel para resgates. As dificuldades do lugar, porém, exigiram uma troca de estratégia e foi aproveitado o próprio equipamento dos alpinistas. “Como era muito íngreme, a gente usou a cadeirinha que eles estavam vestindo. O tripulante [socorrista] se prendeu à cadeira”, explicou o piloto do helicóptero. Com uma ligação de corda entre o equipamento dos esportistas e a aeronave, eles foram içados.

Fonte: G1 SC

Victor Hugo

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